Mark Robberds em Floripa

Workshop de Ashtanga Yoga

20, 21 e 22 de Abril de 2012



Mark Robberds vem estudando yoga desde 1997, tendo passado os últimos 12 anos viajando regularmente para a Índia para praticar com Sri. K. Pattabhi Jois e seu neto Sharath Rangaswamy, sendo professor certificado para ensinar o método.

Entre os anos de 1999 e 2005, praticou e assistiu professores como Eileen Hall, Matthew Sweeney e Paul Frechtling no Yoga Moves em Sydney, Austrália. Também estudou extensivamente com alguns dos melhores professores do país , incluindo Dena Kingsberg, Simon Borg-Olivier e Clive Sheridan, atualmente sua forma de ensinar reflete a essência de todas essas influências.

Em 2004, Mark entendeu que o que realmente queria nesta vida era acordar para sua verdadeira finalidade. Uma parte dessa jornada tem sido a de viajar por todo o mundo, dividindo seu amor pelo yoga, o surf e a música através de retiros e workshops.

Mark deseja compartilhar os ensinamentos do yoga de uma forma que inspire as pessoas a desenvolver disciplina e paixão pela prática. Ele incorpora a filosofia do yoga em sua música e canções devocionais, de modo que os aspectos mais profundos da tradição do yoga conecte e aproxime as pessoas ainda mais.

Saiba+

www.markrobberds.com.br


Programação

Sexta-feira - abertura do workshop com apresentação do grupo e palestra.

Sábado - prática e palestra no périodo da manhã e sessão de perguntas e respostas no fim de tarde.

Domingo - prática, palestra e encerramento no período da manhã.


Investimento

R$ 280 à vista até dia 1 de março.

R$ 300 à vista após dia 2 de março.

R$ 320 com possibilidade de parcelamento.


Local

Samatva Yoga

Lagoa da Conceição, Florianópolis, SC.


Dúvidas e informações

Ana Cláudia

Telefone: 55 48 9989.8777

anaclaudiayoga@gmail.com

Pratique Ashtanga Yoga em Florianópolis



Quando você se inspira em algum propósito, algum projeto extraordinário, todos os seus pensamentos quebram barreiras: sua mente transcende as limitações, sua consciência expande em todas as direções e você se encontra em um novo, magnífico e brilhante mundo. Forças e talentos adormecidos despertam e você se descobre tão melhor do que um dia sonhou em ser.

Patañjali


Clara explicação sobre a prática de Ashtanga


Carta aberta aos estudantes de ashtanga yoga

Por David Williams


Toda vez que eu viajo para diferentes partes do mundo ensinando Yoga, sempre me vêm à mente certos conceitos fundamentais sobre como ensinar e praticar Ashtanga Yoga, baseados em estudo e observação pessoais e nos meus 32 anos de prática ininterrupta. Penso serem importantes o suficiente para querer compartilhá-los com todos.


Primeiro, o mais importante de tudo – e espero que você possa aprender isso na sua prática: “Se dói, você está fazendo errado”. Ao longo dos anos, tenho visto gente demais se machucando e machucando outros. A prática de Yoga pode ser (e deveria ser) prazerosa do início ao fim. O que importa de fato é mulabandha e uma respiração profunda e completa. Com isso e por meio da prática diária, a obtenção de mais flexibilidade é inevitável.


Aprendi a partir da minha própria prática e observação que forçar as limitações que você tem em determinado momento para conseguir entrar em uma postura pode fazer com que você se machuque, e a consequência, no mínimo, será a necessidade de parar para que a lesão se recupere e então retomar a prática. Tal sequência de eventos não é apenas desagradável, mas contrária à minha convicção de que, por meio de uma prática lenta, estável e diária, pode-se conquistar uma flexibilidade ainda maior – resultado da ação de nosso próprio calor interno, que nos faz relaxar nas posturas, em vez de forçar-nos nelas. Percebi que esse método mais lento, além de ser mais saudável e permitir o desenvolvimento de uma flexibilidade maior, faz com que ela seja de natureza mais duradoura do que a flexibilidade obtida quando se força uma postura. Infelizmente, como muitos acabam descobrindo, forçar nossas limitações pode trazer como resultado atividades reduzidas ou limitadas durante a recuperação. Esse ciclo pode produzir associações desagradáveis com a prática, em vez das experiências agradáveis que eu procuro apresentar e que me parecem ser necessárias para quem quer uma prática para toda a vida.


Penso ser importante mostrar às pessoas como elas podem fazer das séries do Ashtanga Yoga não só uma prática para toda a vida como também uma experiência absolutamente prazerosa. Imagino que, quando você viu a prática pela primeira vez, deve ter dito para você mesmo: “Se eu conseguir fazer isso, vai ser o máximo!”. Pois aí está: você já observou bastante a prática e quer continuar com ela. A chave então é se tornar apto a praticar Yoga pelo resto da sua vida. Depois de mais de 30 anos observando milhares de pessoas praticando Yoga, percebi que os que perduram são aqueles que sabem como tornar a prática algo de que possam desfrutar. Eles pensam na sua prática diária de tal maneira que nada pode impedi-los de achar um tempo para fazê-la. Ela se torna uma das partes mais prazerosas do seu dia. Os outros, consciente, subconsciente ou inconscientemente, desistem de praticar. E o meu objetivo, toda vez que encontro e dou aulas a novos alunos, é fazer tudo o que estiver ao meu alcance para inspirá-los a construir e estabelecer sua prática de Yoga não apenas durante os poucos dias em que estamos juntos, mas para o resto de suas vidas.


Em segundo lugar, espero que você possa entender que o principal objetivo do Yoga não é aumentar a flexibilidade ou a força. Uma maior flexibilidade e força são simplesmente resultados e benefícios naturais da prática diária. E, embora flexibilidade e força sejam benefícios importantes e visíveis do Yoga, acredito que a principal finalidade da prática do Yoga é a auto-realização e a capacidade de manter-se a si mesmo em equilíbrio e saudável todos os dias. A saúde é o seu maior bem. O DNA do corpo sabe o que é bom e saudável para o organismo; tudo o que ele precisa é de energia. A prática energizante e rejuvenescedora do Yoga pode ser a fonte.


Por último, vez ou outra me perguntam se alguém é “bom no Yoga”. Eu prontamente respondo que o melhor Yogin não é o mais flexível, mas o que está mais focado naquilo que ele ou ela estão fazendo e o que mais intensamente consegue realizar mulabandha e uma respiração profunda. É com certa tristeza que vejo pessoas “competindo na prática de Yoga” e também os que acabam desencorajados quando percebem tal competição e pensam que jamais serão capazes de fazer a sua prática com a flexibilidade e a destreza dos que estão mais avançados nas séries. O maior Yogin é o que consegue aproveitar a sua prática de Yoga ao máximo, e não aquele que é capaz de dar um nó cada vez mais complicado em si mesmo. Estou convicto de que, na prática dessa meditação em movimento que é o Ashtanga Yoga, o que realmente importa é o que está invisível ao observador, ou seja, aquilo que se passa dentro do praticante.


Eu acredito no Yoga. Acredito que qualquer um que queira pode praticar o Ashtanga, mesmo que com modificações que ajustem a prática à sua pessoa, de maneira que seja de fato prazerosa. Faz anos que costumo repetir: “Se alguém me diz: ‘Você tem 15 minutos, uma hora, etc., para fazer alguma coisa boa para você mesmo, então vá pescar, andar de bicicleta ou qualquer coisa assim’, eu começo imediatamente a fazer as Saudações ao Sol do Ashtanga Yoga e a Primeira Série”. Se alguém conseguir me mostrar algo melhor, estou pronto a aprender. Em meus 30 anos de busca, estudei cinco ou seis sistemas de prática do Yoga. E, para mim, não conheço nenhum programa de aptidão física, mental e emocional que seja melhor que o sistema do Ashtanga Yoga. Espero que você possa sentir o mesmo.


Seu no Yoga,


David Williams


*David Williams pratica Yoga desde 1971 e Ashtanga Vinyasa Yoga desde 1973, quando se tornou o primeiro não-indiano a aprender o sistema completo de asana e pranayama diretamente de Sri K. Pattabhi Jois em Mysore, Índia.


Tradução: Fábio Furtado


A liberdade que eu procuro

... É o yoga sobre a liberdade ou não é? Muitas pessoas colocaram a carroça na frente dos bois. Eles confundem o objetivo do yoga, que é a libertação da alma da escravidão do renascimento e do sofrimento, por meio da união com o Divino... o que implica uma vida (ou muitas vidas) da disciplina. Patanjali expressa isso no Sutra 1.14: "sa tu dirgha-kala-nairantarya-satkarasevito drdha-bhumih", que significa "A prática se torna firmemente estabelecida, quando for cultivada ininterruptamente e com devoção durante um período prolongado de tempo."

Nada fácil, especialmente quando se considera a possibilidade de que o período de tempo prolongado pode transbordar a partir desta vida para outra, e talvez ainda mais vidas depois disso.


Para o sucesso no yoga deve-se submeter à disciplina da prática, a um professor e, finalmente, a si mesmo. Isso não precisa ser tão sombrio como pode parecer à primeira vista... você estará livremente optando atravessar por lesões, dúvidas, tédio e todos os outros obstáculos que todo praticante de yoga, sem exceção, tem de enfrentar.

E na outra extremidade deste trabalho, esta disciplina e esta submissão é a liberdade. Lembre-se que Guruji disse “nesta vida temos a chance de ver Deus. Mesmo que nem todos consigam ver a Deus, podemos ter a paz de espírito de ter vivido uma vida tão livre quanto possível da violência, doença, stress e, em suma, o sofrimento." Esta é a liberdade que eu procuro.

por Patrick Nolan



Segue o texto original

Yoga: Freedom through Submission

by Patrick Nolan


Yoga has long been associated with artists and celebrities and this has been a mixed blessing. As far back as the 1950's poets and intellectuals such as Allen Ginsberg made the expansion of consciousness a priority and ignited an interest in Eastern spirituality. In 1968 the Beatles catapulted yoga and meditation into mainstream awareness when they went to Rishikesh to study TM, or transcendental meditation, with Maharishi Mahesh Yogi. Subsequent generations of artists and celebrities, from Martin Sheen and Jeff Bridges in the 70's to Sting and filmmaker David Lynch in the 80's, to Madonna, the Beastie Boys, and Russel Simmons in the 90's, have very publicly embraced yoga and Indian spirtiuality. So, how has this been a mixed blessing? On one hand I think it quite likely that had the Beatles not gone to India, neither would Norman Allen, David Williams, or Nancy Gilgoff (who were the first Americans to study with the main teacher of the Ashtanga Yoga method, Sri K. Pattabhi Jois) have gone. Known as Guruji to his students, Sri K. Pattabhi Jois's message would have come to us by some other means or through other people, or maybe not at all. I, for one, am exceedingly grateful they did go as Ashtanga yoga has been extraordinarily beneficial to my life. On the other hand I also see that yoga has unfortunately been perceived as a sort of individualistic counter-cultural pursuit. The image of the Beatles, the quintessential trail-blazing iconoclastic rock band of the 60's bedecked with marigold malas and sitting at the Maharishi's feet is burned into our collective mental retinas. Furthermore, to this day depictions of psychadelic drug experiences in films are typically scored with sitar music


Why would an individualistic attitude or approach toward yoga practice not necessarily sit well with practitioners and teachers who strive to be more traditional and authentic? I mean, is yoga about freedom or isn't it? Put succinctly, many people put the cart before the horse. They confuse the goal of yoga, i.e., the liberation of the soul from the bondage of re-birth and suffering by means of union with the Divine, with the process of yoga, which entails a lifetime (or many lifetimes) of discipline. Patanjali expresses this explicitly in Sutra 1.14: "sa tu dirgha-kala-nairantarya-satkarasevito drdha-bhumih," which means "Practice becomes firmly established when it has been cultivated uninterruptedly and with devotion over a prolonged period of time." Heavy stuff, especially when one considers the possibility that the prolonged period of time may spill over from this life to the next, and perhaps even more lives after that.


So when it comes down to it, the only way out is straight through. For success in yoga one must submit to the discipline of the practice, to a teacher and ultimately to one's Self. This doesn't have to be as gloomy as it may seem at first. As any fetishist will tell you, the person who submits is the one with the power. Choosing to submit is a free choice. So is choosing to stick with it through injuries, self-doubt, boredom and all the other obstacles that every single yoga practitioner without exception will face. It doesn't have to be mirthless, but it is serious business. Ashtangis are sometimes accused of "taking themselves too seriously." Before I committed to this lineage I used to level that accusation myself . But no, we are merely serious about spiritual practice, which is not a bad thing. And at the other end of this work, this discipline and this submission is freedom. Remember Guruji said that in this life we have a chance to see God. Even if not all of us get to see God, we can have the peace of mind from having lived a life as free as possible from violence, disease, stress and in short, suffering. This is the freedom I seek.

Vivendo a Prática


"A profundidade da prática não pode ser vista pelo asana. Alguém que pode fazer um backbend e agarrar seus tornozelos não vai ser mais avançado em sua prática do que alguém que tem dificuldade em flexões para a frente ou é rígido. Isso não faz diferença, não é isso que está em questão nesta prática. (...) Eu acho que há um valor em seguir um sistema que é tão objetivo, então o sistema vinyasa do Ashtanga Vinyasa Yoga, a idéia de um certo movimento e então esta pose e, em seguida, um certo movimento e aquela pose, é estática de certa forma, ela é objetiva por existir como é, independente do que eu quero fazer. Moldar a mim mesmo para dentro deste sistema é o que cria a mudança. Se eu fizer o que eu quiser ou se eu adaptar esse sistema para as minhas próprias preferências, então eu vou fortalecer as áreas em que já sou forte ou enfraquecer as áreas em que eu sou fraco. Eu vou só basicamente fortalecer minhas preferências. A prática, qualquer prática, qualquer prática de meditação (que é o que isto é) deve revelar as nossas preferências. Deve ser um espelho onde olhamos a nós mesmo e que nos permite enxergar-nos, não uma expressão de mim mesmo. Então, eu encontrei um grande valor em seguir a prática como ela foi apresentada a mim, o mais perto quanto posso, e é interessante ver as partes que eu não sigo ou não segui porque essas são, geralmente, as partes em que eu realmente preciso trabalhar."

David Robson


Yama & Nyama


Question: Krishnamacharya wrote a book called Yoga Makaranda. He wrote that pranayama without yama and niyama is very bad, can you explain?


Without yama and niyama not (being) perfect, pranayama is not correct. Yama means ahimsa, satya, asteya, brahmacharya, aparigraha - this is yama - five elements. If there is one (yama) you are not following, your breathing is very difficult. Breathing system (you) must correct. Pranayama means holding breathing. Internal holding. Bandhatriya (3 bandhas) engaging, afterwards, breathing holding, that is pranayama.


" tasmin sati śvāsapraśvāsayorgativicchedaḥ prāṇāyāmaḥ" (YS 2.49)


"gativicchedaḥ" means holding. That is yama and niyama not correct, one part also, you are not following, breathing system is not good. Internal nervous system also (is) bad. That is why without yama and niyama, pranayama is very bad.


"pracchardana-vidhāraṇābhyāṃ vā prāṇasya" (YS 1.34)


Yoga Sutra is telling. Inhalation control, exhalation control, how long? Take one by one, one by one (increase little by little) Pranayama means you hold the breath using bandhatriya (3 bandhas) for four minutes. Possible? Very difficult.


That, one by one, one by one, one by one take (little by little increasing). After, including your yama and niyama. After asana is perfect, after you take pranayama, no problem.


You, only for pranayama (without other steps) (sniffs rapidly through one then the other nostril) - this is no pranayama. (laughs)


First you take practice, asanas. Yama and niyama including pratyahara, dharana and dhyana. There including yama and niyama. Following is very difficult, yama and niyama. Ahimsa, satya - satya is perfect, you? Always you telling satya (truth)? Very truth is telling? Impossible.

One or two asatya you are doing. Asatya means untruth. Real truth is not telling, very difficult.


One time you truth is telling you also is killing, untruth is telling - same - yama is completely gone. Sometimes, you truth is telling, you deathing (dying). Sometimes you untruth is telling, you deathing. Sometimes you truth is telling, sometimes untruth is telling. Always truth telling, very difficult. Real?


Very difficult, that is why Upanishads is telling:


"āsanaṃ prāṇasaṃrodhaś pratyāhāraś ca dhāraṇām, dhyānaṃ samādhir etāni ṣaḍaṅgāni prakirtita"


Ashtanga yoga lefting (leaving - eg forget 8 steps), only six portions you take. First starting asana, that is foundation. Building making time, first starting, that building foundation is very necessary, big foundation you take. (Afterwards) anyone (anything is) possible. Foundation is not correct, (after) one or two years he is fell down. Many places in India, building starting and completely finishing, next day fell down. Foundation is not correct. That's why asana is very good foundat ion, many asanas you do.


Many upanishads is there, 108 upanishads, there yama and yama included with pratyahara/dharana. First you make sure your body is strong, afterwards you can do anything...


Ask David A Question


I would like to share a question I received through the Asana Kitchen and my response.

Hello,

I have a question. I have been practicing for at least 5 years, Ashtanga, visited Mysore twice, and now in second series, Pincha Mayurasana. Both times that I had been to India, I got quite sick with anemia. I am very Vata, and I believe the practice just exhausts me. Sharath believes always I can do more, but I know inside it's just my 'wind' pushing me through but my mind is battling. Exhausted. It's a hard place to be. I love Ashtanga, and it saddens me to think maybe it really isn't the best practice for me anymore? Even now when I do the second series, I spend most of my day feeling anger, blocked, and ironically out of my centre. My creative and easy going nature is hard to reach. I understand the idea of facing and working through such emotions. I do my best. But it's been quite a constant for the past year or more. These feelings don't change much.

Have you had any stories or experiences similar come your way?

I hope not to bore you with my mundane question.

Here is my response.

Hi,

Thank you for writing. Your question is very important and far from mundane. If I could work with you, see you practice get to know you a bit, it would be much easier to give you a helpful answer. Trying other styles is certainly an option, and you have to ask your self if that is really what you want to do. If you do want to do that, then there you have it. It might be important to check out what else is out there before you really decide that Ashtanga is best for you. But maybe you honestly do want to do Ashtanga and for whatever reason you are running into a major road block that is seeming to last too long. And you'd like to work through it, but it's really challenging you. In that case I would consider that it might be more how you are thinking about and approaching your practice that is at the root of what is tiring and frustrating you. Remember that really the practice is there to serve you--and you have more freedom than you might be allowing your self to change it up and tweak things so that it continues to feed and nourish you. You can mix things up and do more primary or part of primary and part of intermediate. You can lighten things up when you feel the need by practicing shorter or skipping some asana's on some days, or spending more time with finishing postures. Your practice needs to be soulful and to come from a place of genuine inner agreement--where you agree with what you are doing and how you are doing it each day. Are you practicing alone or with a teacher? If alone then it can be challenging not to get frustrated because of not having instruction or community, but also it is easier to mix things up too and do what feels right to you. If you have a daily teacher than you'll have to work with them so that you are aligned with what is happening in the class. If you were in my class I'd look at what you are doing and how you are doing it, and then make suggestions for doing some different things along the lines what I mentioned above. It can be tricky to mix things and still continue to respect the guidelines of the lineage.

But it is essential to do especially when the alternative is to discontinue your practice. It helps me to remember that true ashtanga as taught by Sri K. Pattabhi Jois is a living, creative lineage. And therefore the application of the method ought not to be rigid nor dogmatically fixed. One size doesn't fit all, we are all unique and specific and thus have differing requirements that necessitate different sorts of interpretations of the practice. And this goes in cycles; sometimes we are able to flow along precisely in step with the vinyasa protocol and at other times we have to practice in slower or more theraputic modes or in other ways that are possibly not quite what ashtanga allegedly is supposed to be or look like. For me the thread that always keeps it all connected is my lasting, genuine love and devotion to ashtanga. In order for the lineage to evolve, grow and thrive each one of us must ever create the lineage anew through our 'research', our personal relationship to the struggles and triumphs of our daily practices.

Ashtanga is such a treasure, such a powerful practice, I'd hate to see you leave it when you've come so far (almost through the intermediate!). Maybe you can soften, listen within for more inner cues on how you need to practice just now. And one more thing is I'd really look at your breathing too, if your breathing is not balanced, either too much force or not enough power, then your energy will get disrupted. This is true especially with the passage of time and can become a road block to developing your intermediate practice.

Hope some of this helps and drop me line let me know how you are doing.

All the Best

Om Namah Shivaya!

Hari Om,

David Garrigues

Quantos tipos de Yoga existem?

Texto de Jonas Masetti

A palavra Yoga vem do sânscrito, da raíz verbal “yuj”, que tem o sentido de “união” e apesar de ser utilizada coloquialmente para se referir a práticas de posturas e exercícios físicos, na sua origem, pouco tem a ver com isso.

Atualmente existe um conceito amplo em torno da palavra “yoga”. Ela pode se referir a prática de posturas, exercícios físicos e meditações das mais diversas. Existe também um senso comum que o “yoga” tem como resultado saúde, bem-estar, redução de stress e autoconhecimento, mesmo que esse, seja confundido com algum tipo de processo terapêutico. Além do termo yoga ser vago, encontramos ainda diversos “tipos” de yoga, que na verdade, se referem a diferentes atividades para o corpo e a mente, como:

  • Hatha Yoga – Associada a prática de posturas e exercícios de respiração.
  • Raja Yoga – Relacionada a meditação e práticas de controle mental.
  • Bhakti Yoga – Associada a devoção, aos rituais, ao canto e a oração.
  • Karma Yoga – Associada a atitude na ação e aos valores humanos.
  • Dhyana Yoga – Relacionada a meditação, visualizações e contemplação.
  • Jnana Yoga – Associada ao estudo das escrituras.
  • Kriya Yoga – Associada ao equilíbrio energético através da prática de mantras em meditação.
  • Kundalini Yoga – Associada a desobstrução do fluxo energético no corpo.
  • Etc etc etc…

Cada termo por sua vez pode se desdobrar em mais um conjunto de classificações. A própria hatha yoga que se refere genericamente a prática de posturas, se apresenta dividida em vários ramos, cada um associado a um estilo de prática ou uma linhagem de professores como: Hatha clássico, Astanga, Vijnasa, Iyengar etc…

Essas classificações surgiram como uma maneira de apresentar um estilo de vida para as pessoas interessadas no autoconhecimento, contudo se a utilização da palavra Yoga já é vaga, os “tipos” de Yoga amplificam a confusão e dão impressão de que temos um “cardápio”de atividades para escolher. São tantos nomes e tantos termos que para quem está de fora fica difícil entender o que realmente é o Yoga.

Se analisarmos as opções apresentadas, retirando os nomes para ser mais objetivo, podemos resumir esse monte de categorias em 5 grupos de atividades: 1 práticas de posturas, 2 práticas devocionais, 3 exercícios de meditação, 4 atitude na ação e 5 estudo das escrituras. As práticas energéticas são apenas combinações específicas de posturas e exercícios de meditação, portanto não se faz necessária a separação das mesmas enquanto atividades.

Agora a questão é: será que realmente faz sentido ter que escolher entre essas 5 opções? Faz sentido dizer que quem é mais emotivo escolhe “o caminho da devoção”, quem é mais racional “o caminho da escrituras”, quem é mais ativo “o caminho da ação”, quem é mais contemplativo “o caminho da meditação”? E quem escolhe a prática de posturas é mais o que? Existe alguma pessoa saudável que não seja emocional, intelectual, contemplativa e ativa? E no final das contas, não faria mais sentido dizer que uma pessoa menos emotiva deveria procurar algo que a ajudasse a se abrir emocionalmente e não o oposto? Dizer que existem 5 opções para o desenvolvimento psicofísico de uma pessoa é ilógico, pois, todos os 5 aspectos estão presentes no indivíduo.

Segundo a tradição védica, esses grupos de atividades fazem parte do estilo de vida da pessoa que busca o autoconhecimento e são totalmente interdepentes, pois, não é possível conceber nenhuma dessas atividades realmente separadas uma das outras.

A devoção, assim como qualquer outra emoção é dependente do conhecimento. Para amar alguém de verdade é preciso conhecê-lo e podemos dizer até que o amor é apreciação que nasce do conhecimento do outro. Se a escritura é o meio de conhecimento do Criador, como pode a prática devocional ser separada do estudo das escrituras? Sem a luz dos Vedas práticas devocionais por mais sinceras que sejam, serão apenas cantos, sem um significado real.

Já o estudo dos Vedas não é possível sem uma mente preparada pela meditação. A mente superficial e desfocada do dia a dia não tem a profundidade necessária para apreciar os significado dos Vedas e muito menos a capacidade de lidar com as emoções necessárias nessa busca.

As emoções por sua vez são trabalhadas com a atitude na ação, nenhuma meditação pode substituir a capacidade do mundo de trazer a tona os nossos traumas do passado ou o amor, que sentimos por exemplo por um filho.

E por fim, para viver bem e saudável e para ser capaz de meditar, as posturas são fundamentais, não importa realmente o nome do Yoga que a pessoa faça. Essencialmente todo Yoga é o mesmo, tem paschimottanasa para o sofrimento de todos e shavasana para alegria de todos. Deve dar saúde, a capacidade de sentar corretamente sem perturbações e de trazer a mente a um estado contemplativo.

Assim, não podemos separar as atividades associadas a busca pelo autoconhecimento e muito menos existem “tipos de yoga” para serem escolhidos. A palavra Yoga é utilizada em sua origem para se referir ao preparo necessário para o estudo das escrituras e conseqüentemente ao autoconhecimento. Nos vedas ela aparece, em geral, classificando a palavra “mente”, fazendo o contraponto entre a mente dispersa, desconectada emocionalmente ou sem controle, com a mente focada, integrada, e objetiva. Daí surge a palavra “yoga”, como o conjunto de atividades que dão essa integração a mente e palavra “yogi” como aquele que desejando o autoconhecimento adota o estilo de vida das escrituras composto dessas práticas – o yoga.

As atividades desse estilo de vida são como as “patas” de um mesmo cavalo, todas tem que estar funcionando em harmonia para que o yogi possa ter uma mente preparada e realizar sua jornada espiritual.

Leia mais www.satsangaonline.com

A prática traz a perfeição

Para conseguir e manter-se estável em um estado de Yoga, ou concentração focada (citta vrtti nirodhah), esforce-se para dar força à sua base pela prática

Kate Holcombe

Yoga Sutra I.13


No Yoga Sutra I.13, Patañjali nos diz que alcançar um estado de Yoga, ou citta vrtti nirodhah, requer certos esforços, e mais esforço ainda para manter esse estado.
Especificamente, Patañjali diz que precisamos nos comprometer em fazer os esforços necessários para apoiar nossa prática. Mesmo que isso signifique acordar cedo para praticar, renunciar a um programa de TV de que goste para dormir cedo ou priorizar o tempo para nós mesmos e nossa prática, é apenas pelo esforço contínuo e pelo desejo de nutrir nossa prática que podemos alcançar o estado de Yoga.

Kate Holcombe é fundadora e codiretora da Fundação Healing Yoga em San Francisco, EUA. Seus ensinamentos aplicam o Yoga Sutra de Patañjali ao dia a dia.


Fonte: http://yogajournal.terra.com.br/

Conduta Yogika

Pedro Kupfer

Com fazer nossas escolhas, quando defrontados com dilemas aparentemente insolúveis desde o ponto de vista ético? Como conduzir nossas ações para nos manter alinhados com o princípio da não-violência? Como devemos ou podemos viver, de fato, a vida de Yoga? Para facilitar o nosso caminho de praticantes, existe felizmente um código de conduta, conhecido como yamas e niyamas.

Esse código tem duas versões, das quais a mais conhecida é apresentada pelo sábio Patañjali no clássico texto Yoga Sūtra. Essa versão do código, que deve ser bem familiar ao amigo leitor, consta de dez elementos: cinco yamas e cinco niyamas. Estas duas palavras, respectivamente, se referem às recomendações daquilo que deve ser feito, e as que indicam o que deve ser evitado.

Não obstante, existe ainda outra versão, mais antiga e ampla porém bastante menos conhecida, que consta de vinte elementos: dez yamas e dez niyamas. Ela aparece na Śāṇḍilya Upaniṣad e na Varaha Upaniṣad. Também figura na Haṭha Yoga Pradīpikā de Svātmarāma Yogendra e no Tirumandiram, texto tâmil do poeta Tirumular.


Essa versão, mais completa, não é considerada apenas o código de conduta yogika, mas igualmente da conduta dos seguidores do Sanatana Dharma, que se conhece aqui no Ocidente como hinduísmo. Noutras palavras, ele continua sendo para os hindus dos dias de hoje aquilo que o conjunto dos dez mandamentos é para os cristãos.

Estes preceitos de conduta são necessários para que a prática de Yoga renda seus melhores frutos, já que nos dão a estrutura mental e emocional necessárias para facilitar e manter o estado de paz que chamamos justamente Yoga.

Porém, cabe lembrar que eles não devem ser seguidos cegamente, mas precisam ser compreendidos para poderem ser integrados plenamente. Do contrário, haverá repressão e, junto com ela, a posibilidade de nos equivocar.

Os dez primeiros preceitos, yamas, têm como objetivos fundamentais providenciar um suporte para cultivarmos uma mente purificada e facilitar o convívio com a sociedade, os demais seres vivos e o meio-ambiente. Para evitar repetir assuntos que já abordamos em textos anteriores, seremos sucintos em rel ao que já vimos noutas edics, e nos concentraremos nos assuntos novos ou menos evidentes que nos traz este código, quando comparado com o do Yoga Sūtra.

Yamas: as proscrições éticas.

1. não-violência: ahiṁsā
2. veracidade: satya
3. honestidade: asteya
4. continência: brahmacharya
5. paciência: kṣamā
6. temperança: dhṛti
7. compaixão: dāya
8. retidão: arjavaṅ
9. vegetarianismo: mitāhāraḥ
10. purificação: śauchaṅ

A palavra yama significa controle em sânscrito. Assim como no sistema ensinado por Patañjali, o passo inicial da vida de Yoga é ahiṁsā, a não-violência em pensamento, palavra e ação. O segundo, o terceiro e o quarto passos também são similiares aos propostos por aquele sábio: dizer sempre a verdade de forma amorosa, ser honesto e coerente nos relacionamentos. Respectivamente, satya, asteya e brahmacharya. Resumindo estes quatro princípios, podemos dizer que eles consistem em não fazer aos demais o que no gostaríamos que fizessem conosco.

Por outro lado, kṣamā e dhṛti consistem em cultivarmos a paciência e o equilíbrio internos para que os relacionamentos possam fluir da melhor maneira. Dāya, por sua vez, é cultivar atitudes compassivas e realizar ações concretas para acabar com o sofrimento dos demais. Arjavaṅ é fazer coincidir o que pensamos com o que dizemos e o que fazemos.

Curiosamente, o nono preceito é manter uma dieta vegetariana. Essa é uma das maneiras mais concretas de diminuir ou eliminar o sofrimento produzido pelas nossas opções alimentares. O último yama é śauchaṅ, a purificação. Ele consiste não apenas em cultivar a higiene física, mas também a pureza em pensamentos e emoções.

Niyamas: as prescrições éticas

1. esforço sobre si próprio: tapaḥ
2. contentamento: saṅtoṣa
3. confiança: āstikyaṅ
4. caridade: dāna
5. pūjā a Īśvara: Īśvarapūjanam
6. auto-estudo: siddhāntavākyaśranaṇaṁ
7. simplicidade, modéstia: hrīḥ
8. discernimento: mati
9. meditação num mantra: japa
10. sacrifício: hutam

Os niyamas são recomendações sobre como cultivar atitudes e realizar práticas concretas que facilitem nos manter no estado de Yoga. Enquanto o primeiro grupo de preceitos tinha como objetivo facilitar o nosso convívio com o mundo, este segundo conjunto visa a organizar a nossa vida pessoal.

Tapaḥ é realizar um esforço sobre si próprio em prol do aperfeiçoamento pessoal. Isso nos ajuda a manter o foco em mokṣa, a libertação, objetivo mais importante do Yoga. Saṅtoṣa é cultivarmos o estado de contentamento e paz a cada momento. Āstikyaṁ se traduz como confiança ou aceitação do testemunho das escrituras que revelam o conhecimento sobre si mesmo.

Dāna é a prática da caridade, na qual dedicamos uma parte do nosso tempo, esforço ou recursos para aliviar as penúrias dos demais. Īśvarapūjanam, japa e hutam, o quinto, o nono e o décimo preceitos, são práticas rituais de oferenda, meditação e mantras que nos ajudam a relativizar nossos próprios problemas, ao tirar o foco da atenção das coisas do nosso ego.

Para realizarmos o auto-estudo, chamado aqui siddhāntavākyaśranaṇaṁ, existem diversos modelos da psicologia humana nas escrituras do Yoga. Eles funcionam como mapas do psiquismo. Recomenda-se escolher um desses modelos para compreender os comos e porquês da nossa personalidade e temperamento, bem como os caminhos que irão nos levar a completar o aperfeiçoamento do nosso caráter.

Um dos niyamas mais lindos é hrīḥ, que nos recomenda ter uma vida simples, evitando complicações desnecessárias. Isso vai desde ser seletivo com a quantidade de atividades que realizamos no cotidiano, a sermos disciplinados para não virar escravos dos gadgets tecnológicos tão comuns atualmente. Mati, o discernimento, é essencial para completar o processo de autoconhecimento. Cultivar o discernimento é o que nos permite, uma vez em contato com Brahmavidyā, o ensinamento sobre si mesmo, dar valor a ele e realizar o que nos propõe: já somos a felicidade que estamos buscando.

Yamas e niyamas na prática.

OK, agora que você já tem o pacote completo, cabe ainda pensar em como irá se relacionar com ele. Para tanto, lembremos que este código se aplica na prática através de pequenos votos temporários, relativos a cada um dos preceitos. Começamos com os que nos forem mais naturais, evoluindo posteriormente em direção àqueles com os quais tivermos mais dificuldades.

Com o tempo, eles irão se afiançando e integrando definitivamente em nós, um de cada vez, numa progressão gradual e firme. Certamente, você não irá se iluminar apenas por seguir estes preceitos, já que a ação de seguir regras, assim como qualquer outra ação, é incapaz de nos dar mokṣa. Porém, sua vida ficará certamente mais simples, tranquila e feliz.
नमस्ते Namaste!

Publicado originalmente na revista Yoga Journal.

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